dermatologia capilar

MMP com Cheyenne:

A Microinfusão de Medicamentos na Pele (MMP) com Cheyenne é uma técnica que utiliza uma máquina de tatuagem aprovada pela ANVISA para administrar medicamentos diretamente no couro cabeludo. Esta abordagem permite um tratamento preciso e eficaz para diversas condições capilares.

A Cheyenne é equipada com agulhas finas que injetam medicamentos diretamente nas áreas afetadas do couro cabeludo. A microinfusão estimula a circulação e a absorção dos nutrientes pelos folículos capilares, promovendo o crescimento e fortalecimento dos fios.

  • ⁠  ⁠Alopecia Androgenética: Reduz a queda de cabelo e estimula o crescimento de novos fios.
  • ⁠  ⁠Eflúvio Telógeno: Acelera a recuperação capilar após períodos de queda intensa.
  • ⁠  ⁠Melhora Geral da Saúde Capilar: Fortalece e nutre os fios.
  • Precisão: Administra medicamentos exatamente onde são necessários.
  • ⁠Eficácia: Resultados visíveis em poucos meses de tratamento.
  • Conforto: Procedimento minimamente invasivo com rápida recuperação.
  • Aumento da Absorção de Produtos: A técnica melhora significativamente a absorção dos medicamentos e nutrientes injetados, potencializando os resultados.

Normalmente, são recomendadas de 3 a 6 sessões, com intervalos de 4 a 6 semanas entre cada sessão, dependendo da condição e da resposta individual do paciente ao tratamento.

O MMP com Cheyenne é geralmente bem tolerado pelos pacientes. A sensação de dor é mínima, pois a máquina de tatuagem utiliza agulhas extremamente finas. No entanto, um anestésico tópico pode ser aplicado antes do procedimento para garantir maior conforto.

Eflúvio Telógeno

Eflúvio Telógeno é uma condição que resulta em uma queda de cabelo difusa, ocorrendo quando muitos fios entram prematuramente na fase telógena (fase de queda) do ciclo capilar. Embora normalmente seja temporário, pode ser preocupante devido à quantidade significativa de fios que caem.

É normal perder entre 50 a 100 fios por dia como parte do ciclo natural de crescimento e queda dos cabelos. Quando a queda excede esse número, e os fios começam a afinar, isso pode ser um sinal de eflúvio telógeno.

 

  • ⁠  ⁠Eflúvio Telógeno Agudo: Surge de forma repentina, geralmente após um evento desencadeante (como uma doença, cirurgia ou estresse emocional), e dura até 6 meses, com tendência a resolver-se espontaneamente.
  • ⁠  ⁠Eflúvio Telógeno Crônico: Quando a queda persiste por mais de 6 meses, é considerado crônico. Esta forma pode durar anos e está frequentemente associada a deficiências nutricionais ou desequilíbrios hormonais.
  • Estresse Físico ou Emocional: Situações como cirurgias, doenças graves ou traumas emocionais.
  • Mudanças Hormonais: Gravidez, parto, menopausa e alterações nos contraceptivos hormonais.

  • Deficiências Nutricionais: Falta de ferro, zinco, vitamina D, B12, ácido fólico e selênio pode contribuir para a condição.

  • ⁠Medicamentos: Alguns medicamentos, como antidepressivos e betabloqueadores, podem desencadear a queda capilar.

  • Doenças: Problemas na tireoide e outras condições crônicas também estão associados.

O diagnóstico é feito através da combinação de exame clínico, tricoscopia (exame que amplia a visão do couro cabeludo e dos fios) e exames laboratoriais. Testes de ferro, ferritina, vitamina D, B12, zinco, entre outros, são necessários para identificar deficiências.

Durante a gravidez, os hormônios promovem o crescimento capilar, mas após o parto, os níveis hormonais caem, desencadeando o eflúvio telógeno pós-parto. Embora seja temporário, a condição pode durar até 12 meses antes que os cabelos retornem ao ciclo normal.

  • ⁠  ⁠Suplementação Nutricional: Corrigir deficiências de nutrientes pode ajudar na recuperação do cabelo. O silício é reconhecido por ajudar na ancoragem capilar, mas muitos nutracêuticos ainda carecem de evidências científicas robustas.
  • ⁠  ⁠Tratamentos Tópicos: Minoxidil é frequentemente indicado para estimular o crescimento dos fios.
  • ⁠  ⁠MMP (Microinfusão de Medicamentos na Pele): A técnica utiliza mesclas específicas de medicamentos para tratar diretamente as áreas afetadas do couro cabeludo, estimulando o crescimento capilar e melhorando a saúde dos fios.
  • ⁠  ⁠Gerenciamento do Estresse:Técnicas de relaxamento e apoio psicológico são fundamentais em casos de estresse como fator desencadeante.
  • ⁠  ⁠Continuidade nos Cuidados:Mesmo com queda acentuada, é importante manter a rotina de lavagem e cuidados com o cabelo, pois evitar lavar pode agravar a condição.

Embora o eflúvio telógeno possa ser angustiante, ele tem um bom prognóstico na maioria dos casos. Consultar um dermatologista é crucial para identificar a causa exata e iniciar o tratamento adequado, ajudando a restaurar a saúde capilar e o ciclo de crescimento dos fios.

Alopecia Areata

Alopecia Areata é uma condição autoimune caracterizada pela queda de cabelo em áreas específicas do couro cabeludo ou do corpo. Essa doença pode se manifestar de forma súbita, causando falhas no cabelo que podem variar em tamanho e gravidade.

Tipos de Alopecia Areata:

  • Alopecia Areata em Placa: Perda de cabelo em áreas bem definidas, geralmente em forma de placas redondas.
  • Alopecia Areata Universal: Perda total de todos os pelos do corpo, incluindo sobrancelhas e cílios.
  • Alopecia Areata Total: Perda completa do cabelo no couro cabeludo.
  • Alopecia Areata Ofiasica: Perda de cabelo ao longo da linha do cabelo, geralmente nas laterais e na parte de trás da cabeça.
  • Alopecia Areata Sisaifo: Perda de cabelo na área frontoparietal, poupando as regiões laterais e occipital.
  • Alopecia Areata Incógnita: Quando a forma ou o padrão da queda de cabelo não se encaixa em uma das categorias conhecidas.

A alopecia areata ocorre quando o sistema imunológico ataca erroneamente os folículos capilares, resultando em queda de cabelo. Algumas das causas associadas incluem:

  • Fatores Genéticos: A presença de outros casos de alopecia areata na família pode aumentar o risco.
  • Problemas Imunológicos: Disfunções no sistema imunológico estão diretamente ligadas à condição.
  • Estresse: O estresse pode agravar a condição e até servir como um gatilho para a queda de cabelo em quem já tem predisposição à doença.

Os principais sintomas da alopecia areata incluem:

  • Perda de Cabelo em placas: Falhas circulares no couro cabeludo ou outras áreas, que surgem de forma repentina.
  • Couro Cabeludo Liso: As áreas afetadas tendem a ser lisas, sem sinais de inflamação ou cicatrizes.
  • Alterações nas Unhas: Pequenos pontos ou ondulações nas unhas podem ser observados em alguns casos.

O diagnóstico da alopecia areata é baseado no exame clínico, que inclui a tricoscopia para avaliar a condição do couro cabeludo e dos folículos pilosos. A avaliação dos sintomas é fundamental, e, se necessário, são realizados exames laboratoriais ou biópsia do couro cabeludo para excluir outras causas de queda de cabelo. Além disso, é importante investigar a presença de outras doenças autoimunes que podem estar associadas à alopecia areata.

A barba é o segundo local mais frequentemente acometido pela alopecia areata, atrás apenas do couro cabeludo. Não existem ensaios clínicos controlados e randomizados que avaliem tratamento específico para essa região. A abordagem mais frequente é o uso de terapias locais, começando com corticosteroides tópicos, seguidos por corticosteroides intralesionais, ou diretamente o uso de corticosteroides intralesionais, terapia que apresenta a maior evidência de eficácia para alopecia areata localizada e de curta duração.

  • Corticosteroides: Podem ser administrados tópica ou oralmente, ou por injeções diretamente nas áreas afetadas.
  • Imunoterapia Tópica: Uso de medicamentos que causam uma reação alérgica controlada, ajudando a estimular o crescimento capilar.
  • Minoxidil: Um tratamento tópico comum que pode ser usado para estimular o crescimento dos fios.
  • Inibidores Tópicos da Calcineurina: Medicamentos como tacrolimus e pimecrolimus são utilizados para reduzir a inflamação local e promover o crescimento capilar, especialmente em casos de alopecia areata em placa.
  • Imunossupressores: Medicamentos como o metotrexato e a ciclosporina podem ser usados em casos mais graves ou extensos de alopecia areata para suprimir a atividade do sistema imunológico e ajudar no crescimento do cabelo.
  • Inibidores de JAK: São usados para bloquear as vias de sinalização envolvidas na resposta autoimune, mostrando eficácia em estimular o crescimento capilar em alguns pacientes com alopecia areata.

A alopecia areata é uma doença crônica com um curso imprevisível. Pode ocorrer remissão espontânea, mas também pode evoluir para formas não responsivas aos tratamentos. Cerca de 50% dos pacientes com alopecia areata apresentam repilação espontânea nos primeiros seis meses, e 70% apresentam repilação no primeiro ano, embora a condição possa recorrer meses ou anos após a remissão.

Mesmo com a imprevisibilidade da alopecia areata, é possível alcançar resultados positivos com um tratamento adequado. Consultar um dermatologista especializado é fundamental para personalizar o tratamento e melhorar a saúde capilar. É importante ressaltar que a continuidade nos cuidados com o couro cabeludo e o gerenciamento do estresse são essenciais para a recuperação.

Alopecia Androgenética

A alopecia androgenética, conhecida como calvície, é a forma mais comum de queda de cabelo em homens e mulheres. Caracteriza-se pelo afinamento progressivo dos fios e pela diminuição do volume capilar.

  • ⁠⁠Genética: Herança familiar é o principal fator.
  • ⁠Hormônios: Sensibilidade aumentada aos andrógenos, hormônios sexuais masculinos.
  • ⁠  ⁠Afinamento dos Fios: Começa nas áreas frontais e no topo da cabeça.
  • ⁠  ⁠Diminuição do Volume: Redução gradual da densidade capilar.
  • Finasterida: Bloqueia a ação dos andrógenos nos folículos pilosos.
  • Dutasterida: Alternativa à finasterida, também bloqueia os andrógenos.
  • Anti-concepcionais e Espironolactona: Usados como alternativas para tratar a alopecia de padrão feminino, ajudam a reduzir os efeitos dos andrógenos.
  • ⁠Plasma Rico em Plaquetas (PRP): Utiliza fatores de crescimento do próprio sangue do paciente para estimular o crescimento capilar.
  • Minoxidil: Estimula o crescimento capilar e retarda a queda. Disponível em formas tópica e oral.
  • Exossomos: Pequenas vesículas que transferem proteínas, lipídios e material genético entre células, promovendo a regeneração e o crescimento capilar.
  • ⁠Tratamentos Avançados: MMP com Cheyenne, Capellux e transplante capilar.
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  • ⁠Exames Adicionais: Em mulheres com sinais de hiperandrogenismo (como acne severa, hirsutismo e irregularidades menstruais), é recomendada a realização de exames hormonais para avaliar a presença de condições subjacentes como síndrome dos ovários policísticos (SOP).
  • Teratogenicidade: Finasterida e dutasterida são contraindicadas em mulheres grávidas ou que possam engravidar devido ao risco de malformações fetais.

A síndrome pós-finasterida (SPF) é um termo utilizado para descrever os efeitos colaterais persistentes que alguns homens relatam após a interrupção do uso de finasterida. Esses sintomas podem incluir disfunção sexual, depressão e ansiedade. No entanto, é importante notar que:

  • ⁠Implicações na Fertilidade: A maioria dos homens não apresenta implicações na fertilidade.
  • ⁠Incidência: A porcentagem de homens acometidos é mínima. Os dados da literatura são controversos até o momento, não sendo possível estabelecer uma relação causal entre os inibidores da 5α‐redutase e a persistência de sintomas sexuais.
  • ⁠Estudos: Os estudos que mostram maior incidência de efeitos colaterais persistentes têm importantes vieses e amostras limitadas, não sendo suficientes para confirmar a existência da SPF. Além disso, não permitem distinguir entre um efeito adverso real ou uma reação nocebo ao medicamento.
  • ⁠Segurança: Apesar das dúvidas e temores, a finasterida ainda é considerada uma droga segura. Um estudo de farmacovigilância de 2015 registrou poucos relatos de efeitos colaterais persistentes relacionados à droga ao longo de 15 anos. Muitos casos não puderam estabelecer uma relação causal com o medicamento devido à presença de outros distúrbios.

Se for optado pelo transplante capilar, é importante ressaltar a necessidade de  continuar com tratamentos médicos para manter os resultados e prevenir a queda de novos fios.

Alopecia Fibrosante Frontal (AFF)

A Alopecia Fibrosante Frontal (AFF) é uma forma de Líquen Plano Pilar (LPP) e se caracteriza pela perda progressiva de cabelo na região frontal do couro cabeludo, podendo também afetar os supercílios. É uma condição crônica e potencialmente permanente que leva à fibrose e perda de cabelo na área afetada.

O diagnóstico é baseado na avaliação clínica e confirmado por meio de biópsia do couro cabeludo. A análise histológica é crucial para distinguir a AFF de outras formas de alopecia cicatricial.

  • Corticoides: Usados tópicos, intralesionais ou orais, são eficazes, especialmente para lesões localizadas e extensas.

  • Hidroxicloroquina: Pode ser utilizada, com variação nos resultados.

  • Imunomoduladores: Como ciclosporina, micofenolato mofetil e metotrexato são opções para casos difíceis de controlar.

  • Retinoides: Isotretinoína e acitretina podem ajudar, embora possa haver recidivas e efeitos colaterais como xerose e queilite.

  • Minoxidil Oral: Pode melhorar a espessura dos fios nas áreas adjacentes à alopecia.

  • Dispositivos de Laser de Diodo (LED): Tratamento adjuvante que mostrou benefícios na redução dos índices de atividade da doença e melhora na espessura dos fios terminais.

  • Cirurgia de Transplante Capilar: Considerada para casos com alto impacto na qualidade de vida, mas pode haver risco de reativação da doença e perda do enxerto.

A AFF é uma forma de LPP e apresenta características e desafios próprios no tratamento. A abordagem terapêutica deve ser personalizada e monitorada continuamente para avaliar a eficácia e ajustar o tratamento conforme necessário.

Alopecia por Tração

A Alopecia por Tração é uma forma adquirida de perda de cabelo causada pela tração constante e excessiva dos fios. Geralmente resulta de estilos de penteado que puxam os cabelos para trás, como tranças apertadas, rabos de cavalo ou extensões. A condição é caracterizada pela perda de cabelo localizada nas áreas mais tensionadas, frequentemente na linha frontal e nas têmporas.

O diagnóstico é feito com base na história clínica e no exame físico, observando áreas de perda de cabelo associadas a práticas de tração. A tricoscopia pode ser utilizada para avaliar a extensão do dano ao folículo piloso e diferenciar a alopecia por tração de outras formas de alopecia.

  • Modificação de Estilo: A principal abordagem é eliminar a causa da tração, ajustando ou interrompendo o estilo de penteado que causa a pressão constante sobre o cabelo.

  • Minoxidil Tópico: Pode ser recomendado para promover o crescimento do cabelo nas áreas afetadas.

  • Cuidados com o Couro Cabeludo: Utilizar produtos suaves e evitar procedimentos que possam causar mais tração ou irritação.

A Alopecia por Tração é geralmente reversível se identificada e tratada precocemente. A modificação dos hábitos de penteado é fundamental para prevenir a progressão da condição e promover a recuperação do cabelo. O tratamento deve focar na remoção da tração e na promoção da saúde do couro cabeludo para resultados mais eficazes.

Líquen Plano Pilar (LPP)

O Líquen Plano Pilar (LPP) é uma forma de alopecia cicatricial que resulta na perda de cabelo devido a inflamação e fibrose no couro cabeludo.

O diagnóstico do LPP é realizado por meio de avaliação clínica e confirmação histopatológica por biópsia do couro cabeludo. É essencial diferenciar o LPP de outras alopecias cicatriciais para um tratamento eficaz.

  • Corticoides: Utilizados tópicos, intralesionais ou orais, são eficazes especialmente para casos localizados ou extensos.
  • Hidroxicloroquina: Pode ser usada, com variação nos resultados.
  • Imunomoduladores: Alternativas incluem ciclosporina, micofenolato mofetil e metotrexato para casos difíceis de controlar.
  • Retinoides: Isotretinoína e acitretina podem ter benefícios, mas podem ocorrer recidivas e efeitos colaterais como xerose e queilite.
  • Tetraciclinas: Resultados geralmente desanimadores em estudos.
  • Inibidores Tópicos da Calcineurina: Eficazes em modelos animais, mas com resultados variados em humanos.
  • Inibidores da Janus Quinase (JAK): Mostram melhora significativa em alguns casos de LPP recalcitrante.

O LPP, incluindo suas variantes como a AFF, é uma condição complexa de tratar. A abordagem terapêutica deve ser individualizada e monitorada continuamente para avaliar a eficácia e ajustar o tratamento conforme necessário.

Capacete de LED (Capellux)

O Capacete de LED, conhecido como Capellux, é um dispositivo revolucionário no tratamento da queda de cabelo. Utilizando tecnologia de fototerapia, ele emite luzes de baixa intensidade (LEDs) que estimulam os folículos capilares, promovendo o crescimento saudável do cabelo.

A luz emitida pelo Capellux penetra no couro cabeludo, aumentando a circulação sanguínea e a oxigenação dos folículos pilosos. Isso resulta em um ambiente mais propício para o crescimento capilar, fortalecendo os fios e prevenindo a queda.

  • ⁠  ⁠Alopecia Androgenética: Ajuda a retardar a progressão da calvície genética.
  • ⁠  ⁠Eflúvio Telógeno:Estimula o crescimento de novos fios após queda excessiva.
  • ⁠  ⁠Fortalecimento Capilar: Ideal para quem deseja fios mais fortes e volumosos.
  • ⁠  ⁠Tratamento Não Invasivo: Sem necessidade de medicamentos ou intervenções cirúrgicas.
  • ⁠  ⁠Segurança: Aprovado pela ANVISA, sem efeitos colaterais significativos.
  • ⁠  ⁠Melhora na Absorção de Produtos: O aumento da circulação sanguínea e da oxigenação dos folículos capilares também potencializa a absorção de produtos injetados durante tratamentos como MMP, microagulhamento e mesoterapia. Isso ocorre porque a fototerapia prepara a pele para absorver melhor os nutrientes e medicamentos, otimizando os resultados desses procedimentos.

Tricoscopia

Tricoscopia é um exame não invasivo utilizado para avaliar o couro cabeludo e os fios de cabelo com a ajuda de um dispositivo chamado dermatoscópio ou tricoscópio. Este exame permite uma visualização detalhada dos folículos pilosos, da estrutura dos fios e do estado do couro cabeludo, ajudando na identificação de várias condições capilares e dermatológicas.

Durante a tricoscopia, o dermatologista utiliza um aparelho com uma lente de aumento e uma fonte de luz para examinar a superfície do couro cabeludo. O exame pode ser realizado com ou sem o uso de um gel condutor para melhorar a qualidade da imagem. Através dessa análise, é possível observar detalhes como a densidade dos folículos, a presença de inflamação, e características dos fios de cabelo, como afinamento ou miniaturização.

  • Diagnóstico de Alopecias: A tricoscopia é essencial no diagnóstico de diferentes tipos de alopecia, como alopecia androgenética, alopecia areata e foliculite decalvante. O exame ajuda a distinguir entre diferentes padrões de perda de cabelo e inflamação folicular.
  • Avaliação de Saúde do Couro Cabeludo: Pode identificar condições como seborreia, psoríase do couro cabeludo, e dermatite.
  • Monitoramento de Tratamentos: Permite o acompanhamento da eficácia de tratamentos capilares ao comparar imagens antes e depois da terapia.

A tricoscopia é uma ferramenta valiosa para o diagnóstico e monitoramento de condições capilares. Com sua capacidade de fornecer imagens detalhadas e precisas, ajuda os dermatologistas a oferecer um tratamento mais eficaz e personalizado para questões relacionadas ao cabelo e ao couro cabeludo.

Dermatite Seborreica: A Famosa Caspa

Dermatite seborreica, popularmente conhecida como caspa, é uma condição crônica e inflamatória da pele que afeta áreas ricas em glândulas sebáceas, como o couro cabeludo, rosto e áreas ao redor do nariz e das sobrancelhas. Caracteriza-se por vermelhidão, descamação e, às vezes, coceira.

  • Produção Excessiva de Oleosidade: O excesso de sebo produzido pelas glândulas sebáceas pode contribuir para o desenvolvimento da condição.
  • Malassezia: Um tipo de fungo que vive na pele e pode proliferar em ambientes oleosos.
  • Genética: Histórico familiar pode aumentar a predisposição para a dermatite seborreica.
  • Estresse e Fatores Ambientais: Estresse e mudanças sazonais podem agravar a condição.
  • Vermelhidão: Pele avermelhada, especialmente nas áreas afetadas.
  • Descamação: Escamas brancas ou amareladas na pele ou no couro cabeludo, popularmente conhecidas como caspa.
  • Coceira e Irritação: Pode haver sensação de coceira ou desconforto.

O diagnóstico de dermatite seborreica é geralmente clínico e baseado na avaliação dos sintomas e histórico médico. O dermatologista pode realizar um exame físico da pele e, em alguns casos, pode ser necessária uma dermatoscopia para avaliar a gravidade da condição e diferenciar de outras doenças semelhantes.

  • Lavagens Mais Frequentes: Utilização de xampus que contenham ácido salicílico, alcatrão, selênio, enxofre, zinco e antifúngicos.
  • Interrupção do Uso de Produtos para o Cabelo: Evitar sprays, pomadas e géis que possam irritar o couro cabeludo.
  • Não Uso de Chapéus ou Bonés: Evitar o uso de acessórios que possam contribuir para a irritação.
  • Uso de Cremes/Pomadas: Aplicação de cremes ou pomadas com antifúngicos e, eventualmente, com corticosteroides, conforme orientação do dermatologista.

Não existe uma forma garantida de prevenir o desenvolvimento ou o reaparecimento da dermatite seborreica. Entretanto, cuidados especiais com a higiene e o uso de xampu adequado ao tipo de cabelo tornam o tratamento mais fácil. É necessário seguir o tratamento correto, que dependerá da localização das lesões e da intensidade dos sintomas. Além disso, alterar alguns hábitos e eliminar fatores reguladores, como má alimentação, tabagismo e consumo de bebida alcoólica, pode ser benéfico.

Alguns cuidados que podem ajudar na melhora dos sintomas incluem:

  • Evitar Banhos Muito Quentes: Tomar banhos mornos e evitar temperaturas extremas.
  • Enxugar-se Bem: Secar-se completamente antes de se vestir.
  • Usar Roupas Adequadas: Optar por tecidos que não retenham o suor, evitando tecidos sintéticos que podem agravar a condição.
  • Controlar Estresse e Ansiedade: Gerenciar o estresse físico e mental para melhorar a condição.
  • Remover Completamente Produtos de Cabelo: Garantir que xampu e condicionador sejam totalmente retirados dos cabelos após a lavagem.

Tinea Capitis

Tinea capitis, ou micose do couro cabeludo, é uma infecção fúngica que afeta o couro cabeludo e, às vezes, a pele ao redor. Causada por dermatófitos, que são fungos que se alimentam de queratina presente no cabelo e na pele, essa condição é mais comum em crianças, mas pode ocorrer em qualquer idade.

A infecção é provocada por diversos fungos dermatófitos e é altamente contagiosa. Pode ser transmitida através de:

  • Contato Direto: Entre pessoas, especialmente em ambientes compartilhados como escolas e vestiários.
  • Objetos Contaminados: Como pentes, escovas, chapéus e almofadas.
  • Animais de Estimação: Animais infectados, como gatos e cães, podem ser fontes de infecção.
  • Lesões Escamosas: Áreas no couro cabeludo que podem apresentar escamas ou crostas.
  • Queda de Cabelo: A infecção pode causar quebra e perda de cabelo em áreas afetadas.
  • Vermelhidão e Inflamação: Pele do couro cabeludo avermelhada e inflamada.
  • Coceira e Desconforto: Sensação de coceira e desconforto no couro cabeludo.
  • Exame Clínico: Observação das lesões e avaliação dos sintomas.
  • Tricoscopia: Uso de um dermatoscópio para examinar o couro cabeludo e identificar características específicas da infecção fúngica.
  • Microscopia: Análise de amostras de cabelo ou pele sob um microscópio para identificar os fungos.
  • Cultura Fúngica: Cultivo de amostras para confirmar a presença do fungo responsável.

O tratamento da tinea capitis geralmente inclui:

  • Antifúngicos Orais: Medicamentos específicos para combater a infecção em casos graves ou extensos.
  • Antifúngicos Tópicos: Xampus que ajudam a tratar e prevenir a infecção, incluindo aqueles que contêm ácido salicílico, alcatrão, selênio, enxofre, zinco e antifúngicos como o ciclopiroxolamina.

Para prevenir a tinea capitis, é importante:

  • Higiene Adequada: Lave o cabelo e o couro cabeludo regularmente, especialmente se houver histórico de infecções.
  • Evitar Compartilhamento de Objetos Pessoais: Não compartilhe pentes, escovas, chapéus ou outros itens pessoais.
  • Cuidados com Animais de Estimação: Verifique e trate animais de estimação que possam estar infectados.

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