dermatologia clínica

melasma

Melasma é uma hiperpigmentação adquirida que resulta em manchas acastanhadas na pele, principalmente no rosto. Afeta mais mulheres de fototipo de III a V, além de alguns homens. Sua causa exata é desconhecida, mas pode estar relacionada a fatores genéticos, hormonais e exposição ao sol. O melasma associado à gravidez geralmente desaparece após o parto. O diagnóstico é clínico, e as manchas podem ser superficiais ou profundas.

1.⁠ ⁠Proteção da pele:

Utilize filtros solares físicos com cor para proteger a pele dos danos UV e visíveis. Filtros físicos são preferíveis, mas a combinação com filtros químicos também pode ser eficaz. É importante evitar que a pele fique irritada ou vermelha e manter uma boa hidratação.

 

2.⁠ ⁠Clareadores:

- Hidroquinona: Agente clareador potente que reduz a produção de melanina. Tem efeitos colaterais importantes e deve ser prescrito pelo dermatologista.

- Ácido Azelaico: Reduz a produção de melanina e tem propriedades anti-inflamatórias, sendo eficaz para o melasma leve a moderado.

- Vitamina C: Antioxidante que ajuda a inibir a produção de melanina e melhora a luminosidade da pele. Deve ser utilizado antes do protetor solar.

- Ácido Kógico: Inibe a atividade da tirosinase, uma enzima envolvida na produção de melanina.

3.⁠ ⁠Antioxidantes orais:

Suplementos como polipodium leucotomos e picnogenol ajudam a proteger a pele dos danos solares e podem auxiliar no tratamento do melasma, como medida coadjuvante.

4.⁠ ⁠Peelings superficiais com ácido glicólico e retinoico podem clarear a pele. 

5.⁠ ⁠Microagulhamento:

Esta técnica cria microperfurações na pele usando agulhas, o que promove clareamento e melhora a textura da pele. Além disso, permite a infusão de medicamentos diretamente na pele, potencializando o efeito dos tratamentos.

  • ⁠  ⁠Envolvimento de Sebócito: Tratar a oleosidade pode melhorar o melasma, já que a redução da produção de sebo pode impactar positivamente as manchas.
  • ⁠  ⁠Melasma Associado à Síndrome Metabólica: Melhorar a síndrome metabólica pode beneficiar a pele com melasma.
  • ⁠  ⁠Hipervascularização de Áreas com Melasma: Áreas com hipervascularização podem estar associadas ao melasma. Lasers que melhoram a vascularização e o uso de transamin oral ou tópico podem ajudar a reduzir as manchas.

Acne

A acne é uma condição de pele comum, especialmente em adolescentes, caracterizada por inflamações, principalmente no rosto. Ela afeta os folículos pilossebáceos e é influenciada por fatores como genética, hormônios, excesso de produção de sebo e a presença da bactéria Cutibacterium acnes. Pode ser classificada como acne primária (vulgar) ou acne secundária (causada por fatores como hormônios, cosméticos ou exposição solar).

O diagnóstico é feito com base nas lesões visíveis, como comedões (cravos), pápulas, pústulas, nódulos e cistos, que podem aparecer no rosto, ombros e parte superior do tórax. A acne é classificada em:

  • ⁠Acne Comedoniana: Predominância de comedões.
  • Acne Inflamatória: Presença de pápulas e pústulas.
  • ⁠Acne Nodulocística: Predominância de nódulos e cistos.
  • ⁠Acne Conglobata: Forma severa com múltiplos cistos e abscessos.

O tratamento da acne visa reduzir a inflamação, melhorar a aparência da pele, minimizar cicatrizes e prevenir impactos psicológicos. Pode incluir:

  • Limpeza regular: Manter a pele limpa é fundamental para prevenir a acne. Use sabonetes que irão promover uma limpeza profunda, desobstrução dos poros e controle do brilho e da oleosidade excessiva, como os que contenham ácido salicílico.
  • ⁠  Hidratação: ⁠Ao contrário do que muitos pensam, a hidratação é um passo essencial para a rotina de skincare da pele oleosa/acneica. Aposte em hidratantes com efeito mate e textura leve, como séruns faciais, gel creme e loções.
  • Retinóides Tópicos: Como tretinoína e o adapaleno, ajudam a normalizar a produção de sebo, reduzir lesões e melhorar a penetração de outros tratamentos.
  • Antibióticos Tópicos: Diminuem a quantidade de Cutibacterium acnes e têm efeitos anti-inflamatórios.
  • ⁠Terapia Combinada: Uso de combinações de tratamentos para melhorar a eficácia e a adesão ao tratamento.
  • A isotretinoína:  quando bem indicada e acompanhada por um dermatologista, pode oferecer resultados excelentes para o controle da acne. A escolha do tratamento varia de acordo com a resposta individual e a gravidade da acne.

Lipedema

O lipedema é uma condição crônica caracterizada pelo acúmulo anormal de gordura nas pernas e, em alguns casos, nos braços. Afeta principalmente mulheres e está associado a um aumento desproporcional de gordura subcutânea, geralmente acompanhada de sensibilidade, dor e alteração na textura da pele. A condição pode levar a desconfortos físicos e emocionais, além de dificuldades na mobilidade.

Os procedimentos minimamente invasivos são uma alternativa para tratar lipedema, oferecendo alternativas à cirurgia e ajudando a aliviar os sintomas e melhorar a aparência das áreas afetadas. 

Os procedimentos minimamente invasivos para lipedema são técnicas que visam aliviar os sintomas e melhorar a aparência das áreas afetadas pelo lipedema sem a necessidade de cirurgia. Estes tratamentos são recomendados para pacientes que preferem evitar procedimentos invasivos e buscam uma recuperação mais rápida.

  • Drenagem Linfática Manual: Estimula o sistema linfático para melhorar a circulação e a drenagem dos fluidos acumulados, aliviando inchaços e desconfortos associados ao lipedema.
  • Mesoterapia: Aplicação de microinjeções de substâncias, como medicamentos e vitaminas, diretamente na área afetada para reduzir o acúmulo de gordura e melhorar a aparência da pele. Ajuda a reduzir a gordura localizada e melhora a textura da pele.
  • Ultrassom macrofocado: Usa ondas de ultrassom para tratar o tecido adiposo, estimulando a quebra das células de gordura e melhorando a circulação sanguínea e linfática, com melhora na aparência das áreas afetadas.
  • Esvaziadores de Gordura: Injeção de substâncias específicas para reduzir a gordura localizada e melhorar o contorno do corpo, eficaz para tratar áreas como coxas e pernas. Pode ser uma alternativa menos invasiva à lipoaspiração, com menor tempo de recuperação.
  • X Wave: Tecnologia que utiliza ondas acústicas para tratar a celulite e melhorar a aparência do lipedema, estimulando a circulação e a quebra de gordura, melhorando a textura da pele, reduzindo a gordura localizada e auxiliando no tratamento de lipedema.

Esses procedimentos são recomendados para lipedema leve a moderado.

⁠Os resultados podem variar de paciente para paciente.

Para otimizar os resultados, é fundamental manter uma:

  • Alimentação equilibrada;
  • Hidratação adequada;
  • Realizar exercícios físicos regularmente.

Esses tratamentos minimamente invasivos proporcionam alívio dos sintomas e melhoram a aparência das áreas afetadas pelo lipedema, oferecendo alternativas eficazes à cirurgia.

Rosácea

A rosácea é uma condição vascular inflamatória crônica que se manifesta com períodos de melhora e agravamento. Frequentemente confundida com acne devido a alguns sintomas semelhantes, a rosácea é, na verdade, uma doença distinta com causas e características próprias. Ela afeta de 1,5% a 10% das populações estudadas e é mais comum em adultos entre 30 e 50 anos. Embora afete mais mulheres, os homens também podem ser impactados, frequentemente com quadros mais graves, como o rinofima, que causa espessamento e deformação do nariz. A rosácea raramente ocorre em pessoas negras.

A causa exata da rosácea ainda é desconhecida, mas há uma predisposição genética, especialmente em pessoas de descendência europeia. Fatores psicológicos, como o estresse, também desempenham um papel significativo. Além disso, o ácaro Demodex folliculorum e a bactéria Bacillus oleronius podem contribuir para a condição.

A rosácea afeta principalmente a região central do rosto e se caracteriza por uma pele sensível que fica vermelha facilmente e pode se irritar com certos produtos. Os principais sintomas incluem:

  • Flushing Facial: Sensação súbita de vermelhidão e calor.
  • Telangiectasias: Dilatação de pequenos vasos sanguíneos permanentes.
  • Eritema Persistente: Vermelhidão constante na face.
  • Pápulas e Pústulas: Lesões semelhantes às da acne, que podem evoluir para nódulos e placas granulomatosas.
  • Rinofima: Espessamento irregular da pele do nariz.
  • Alterações Oculares: Irritação, secura, blefarite, conjuntivite e ceratite, ocorrendo em cerca de 50% dos casos.

O diagnóstico é geralmente clínico, mas biópsias podem ser necessárias para excluir outras condições. Exames de sangue são úteis quando o tratamento inclui medicamentos orais.

Embora não haja cura para a rosácea, o tratamento visa controlar os sintomas e evitar agravamentos. O tratamento inicial inclui o uso de sabonetes suaves, protetor solar com alta proteção UVA e UVB e antimicrobianos tópicos, como metronidazol e ivermectina. Em casos persistentes, podem ser necessários antibióticos orais, como a doxiciclina, e, em situações graves, a isotretinoína oral em doses baixas.

Tratamentos específicos para o eritema periódico, como laser ou luz pulsada, são eficazes para as telangiectasias. O rinofima pode ser tratado com cirurgia, radiofrequência, dermoabrasão ou laser. O acompanhamento com um oftalmologista é crucial, especialmente para casos com sintomas oculares.

Para prevenir surtos e controlar a rosácea, considere as seguintes orientações:

  • Proteção Solar: Use filtro solar diariamente para evitar a radiação UV, que pode agravar a rosácea.
  • Evite Desencadeantes: Reduza o consumo de álcool, alimentos quentes ou condimentados, e evite temperaturas extremas.
  • Cuidados com a Pele: Evite produtos agressivos, como sabonetes com álcool, e opte por maquiagem corretiva se necessário.
  • Monitoramento: Mantenha um diário para identificar e evitar fatores que agravam a condição.
  • Consulta Regular: Visite periodicamente um dermatologista para ajuste do tratamento e monitoramento da condição.

 

Com uma abordagem adequada e acompanhamento médico, é possível gerenciar eficazmente a rosácea e melhorar a qualidade de vida

Dermatite de Contato

A dermatite de contato, também conhecida como eczema de contato, é uma inflamação na pele provocada pela exposição a substâncias que causam irritação ou alergia. Existem dois tipos principais:

Irritativa: Resulta do contato com substâncias ácidas ou alcalinas, como sabonetes, detergentes, solventes e outros produtos químicos. Pode ocorrer já na primeira exposição ao agente irritante, afetando geralmente apenas a área em contato com a substância.

Alérgica: Surge após exposições repetidas a um agente específico e está relacionada a uma resposta do sistema imunológico. Pode demorar meses ou até anos para se manifestar após o contato inicial. Comumente associada a produtos de uso diário, como perfumes, cremes hidratantes, esmaltes e medicamentos tópicos. As lesões podem se espalhar além do local de contato.

Foto Tóxica: Alguns produtos podem causar reações apenas quando expostos ao sol, como sucos cítricos e certos perfumes.

 

Algumas substâncias que podem causar dermatite incluem:

  • Plantas
  • Metais, como níquel, presentes em bijuterias e adornos
  • Medicamentos tópicos, como antibióticos e antifúngicos
  • Cosméticos, como perfumes, shampoos e esmaltes
  • Tecidos sintéticos
  • Detergentes e solventes
  • Adesivos
  • Cimento, óleos e tintas

Se for dermatite de contato alérgica o diagnóstico pode ser confirmado por um teste alérgico de contato (patch-test), que envolve a aplicação de 30-40 substâncias na pele das costas. Os adesivos permanecem na pele por 48 horas para verificar se causam uma reação alérgica.

Se irritativa, o diagnóstico é clínico.

Os sintomas variam de acordo com a causa e podem incluir:

  • Ardor ou queimação
  • Coceira intensa
  • Erupções vermelhas no local do contato
  • Lesões que podem inchar, formar bolhas ou crostas espessas
  • Na dermatite irritante, os sintomas tendem a ser mais discretos, com leve coceira e sensação de queimação. A pele pode ficar seca, vermelha e áspera, com fissuras possíveis. As mãos são frequentemente afetadas, especialmente em profissões que envolvem produtos de limpeza ou cosméticos.
  • Higienização com água para remover vestígios do irritante
  • Compressas úmidas, secativas ou antissépticas para lesões muito úmidas
  • Uso de cremes ou pomadas com corticosteroides para reduzir a inflamação, seguindo cuidadosamente as instruções para evitar dependência
  • Emolientes e hidratantes para manter a pele úmida e ajudar na reparação e proteção
  • Imunomoduladores tópicos, como tacrolimus.

É fundamental evitar a automedicação e buscar orientação médica para o tratamento adequado.

  • Identifique e evite o agente irritante ou alérgico
  • Use produtos hipoalergênicos
  • Lave as mãos após contato com substâncias irritantes
  • Utilize vestimentas adequadas no ambiente de trabalho, como luvas e uniformes

Seguir essas orientações ajuda a reduzir a incidência e a gravidade da dermatite de contato.

Ptiriase Versicolor ou Pano Branco

As manchas brancas na pele, especialmente notáveis durante o verão, podem ser um sinal de várias condições dermatológicas. Entre elas, destaca-se o pano branco, conhecido como micose de praia. Essa condição pode ser um indicador de doenças de pele, incluindo a pitiríase versicolor.

O pano branco é uma infecção fúngica superficial chamada pitiríase versicolor. Causada por fungos do gênero Malassezia, esses microrganismos habitam naturalmente a pele sem causar problemas, mas podem proliferar sob certas condições. A infecção resulta em manchas brancas, avermelhadas ou acastanhadas que descamam, afetando principalmente áreas mais oleosas do corpo, como tronco, braços, pernas e pescoço.

O pano branco se desenvolve quando o fungo Malassezia cresce excessivamente devido a fatores como umidade, oleosidade da pele e predisposição genética. Outras condições que favorecem o surgimento incluem desnutrição, sudorese excessiva, uso de anticoncepcionais, corticosteroides e imunossupressores. Os fungos se proliferam em áreas seborreicas, alimentando-se das gorduras nessas regiões.

 

  • Excesso de sudorese
  • Imunodepressão
  • Excesso de oleosidade
  • Má higiene da pele
  • Predisposição genética

Os principais sintomas do pano branco incluem:

  • Manchas de cor clara ou escura na pele
  • Descamação, resultando em pele seca e descamativa
  • Coceira, causando desconforto
  • Alterações na pigmentação que podem afetar a aparência estética

 

Os sintomas tendem a piorar em climas quentes e úmidos. É importante procurar um dermatologista para um diagnóstico preciso e orientação sobre o tratamento.

A prevenção envolve medidas para controlar o crescimento do fungo Malassezia. Recomenda-se:

  • Manter uma boa higiene da pele
  • Secar bem a pele após a exposição à água
  • Evitar roupas apertadas e ambientes quentes e úmidos

 

Se você suspeita de pano branco, consulte um dermatologista para recomendações específicas e estratégias de prevenção.

O tratamento geralmente inclui o uso de medicamentos antifúngicos prescritos por um dermatologista. Embora o tratamento possa eliminar o fungo, as manchas brancas podem persistir devido à produção de ácido azelaico pela Malassezia, que interfere na síntese de melanina. Isso pode levar a manchas hipopigmentadas, mesmo após a infecção ser controlada.

Sim, é possível tomar sol, mas com precauções. Evite a exposição solar intensa entre 10h e 16h e use protetor solar para proteger a pele. Chapéus, bonés e óculos de sol também são recomendados para limitar a exposição.

O tempo de tratamento varia conforme a gravidade da infecção, podendo durar semanas ou meses. A melhora dos sintomas, como a descamação e coceira, geralmente começa a ser visível após o início do tratamento.

Fatores que podem agravar o pano branco incluem:

  • Exposição solar excessiva
  • Clima quente e úmido
  • Uso de produtos oleosos
  • Roupas apertadas
  • Estresse
  • Má higiene da pele

Onicomicose: Infecção Fúngica nas Unhas

A onicomicose é uma infecção fúngica que afeta as unhas, causada por fungos que se alimentam da queratina, a principal proteína das unhas. As unhas dos pés são mais suscetíveis a essa infecção devido ao ambiente úmido, escuro e quente, ideal para o crescimento dos fungos.

  • Descolamento da Borda Livre: A unha começa a descolar, geralmente pelos cantos. O espaço oco pode acumular queratina, bactérias e fungos, tornando-se amarelado ou esbranquiçado. Este descolamento pode também ser resultado de traumas, como o uso de sapatos apertados ou atividades esportivas, e não exclusivamente de micose.
  • Espessamento: As unhas se tornam mais grossas e duras, podendo escurecer e causar dor. 
  • Leuconíquia: Manchas brancas na superfície da unha podem ser sinais iniciais de micose ou resultado do envelhecimento dos esmaltes.
  • Destruição e Deformidades: A unha se torna frágil e quebradiça, levando a deformidades variadas.
  • Paroníquia: Popularmente conhecida como “unheiro”, essa condição é frequentemente associada ao fungo Candida. Inicialmente, há inflamação, dor e vermelhidão ao redor da unha, que evoluem para perda da cutícula e espessamento da pele. Com o tempo, a unha pode crescer ondulada e com alterações de cor e superfície. A principal causa é a umidade constante, especialmente em pessoas que manipulam água e produtos de limpeza.

O tratamento da onicomicose pode incluir cremes, soluções ou esmaltes antifúngicos aplicados localmente. Se a infecção afeta mais de 30% de uma unha ou várias unhas, pode ser necessário tratamento oral, que pode durar de 6 meses a 1 ano, dependendo da velocidade de crescimento das unhas. A persistência é essencial para o sucesso do tratamento, e a orientação de um dermatologista é fundamental. Evite a automedicação e não interrompa o tratamento antes do tempo recomendado.

Para a paroníquia, pode ser necessária uma intervenção cirúrgica. É importante minimizar o contato com água e usar luvas.

Alterações nas unhas podem ser sinais de condições sistêmicas. Evite tratamentos caseiros e consulte sempre um dermatologista para avaliação e tratamento adequado.

Acne da mulher adulta

A acne pode se manifestar de duas formas principais: a acne adolescente e a acne da mulher adulta. Enquanto a acne adolescente ocorre devido às mudanças hormonais da puberdade, a acne da mulher adulta geralmente aparece após os 25 anos, muitas vezes em mulheres que nunca tiveram acne anteriormente.

A acne da mulher adulta está frequentemente associada a distúrbios hormonais, como a síndrome dos ovários policísticos, e alterações nos hormônios masculinos. Ela se caracteriza por surgir mais tardiamente, afetando principalmente a região da mandíbula, pescoço e terço inferior do rosto. As lesões são frequentemente inflamadas, doloridas e podem deixar manchas.

O tratamento da acne da mulher adulta pode incluir uma combinação de abordagens sistêmicas e tópicas.

  • O uso de pílulas anticoncepcionais, que combinam estradiol e progestágenos, é comum.
  • A espironolactona, um antiandrogênico, também é frequentemente empregada.
  • A isotretinoína sistêmica para controle da produção de sebo e inflamação.
  • Tratamento tópico, retinóides (como ácido retinóico ou retinol) são frequentemente utilizados, combinados com peróxido de benzoíla e ácido salicílico para controlar o crescimento bacteriano e a produção de sebo.

Para casos mais resistentes, tratamentos como laser de luz azul podem ser utilizados para ajudar a reduzir a inflamação e a população bacteriana, sendo uma alternativa para quem não pode usar isotretinoína.

Antes de iniciar qualquer tratamento, é fundamental realizar uma avaliação completa, incluindo exames para identificar possíveis alterações hormonais. 

A dieta pode impactar significativamente a saúde da pele. Recomenda-se evitar leite e seus derivados, bem como proteínas de academias e alimentos com alto índice glicêmico. Prefira alimentos ricos em antioxidantes, como frutas vermelhas e verduras verdes.

O tratamento da acne da mulher adulta deve ser personalizado e realizado sob a orientação de um dermatologista. A qualidade de vida e a alimentação desempenham papéis cruciais no manejo da condição. Se suspeitar de acne da mulher adulta, procure um dermatologista para uma avaliação detalhada e orientação adequada.

Importante: Não siga receitas caseiras ou recomendações não verificadas. A consulta com um profissional qualificado é essencial para um tratamento eficaz e seguro.

Dermatite Atópica

A dermatite atópica é um tipo comum de eczema que frequentemente começa na infância, mas também pode surgir na adolescência e na idade adulta.

Trata-se de uma condição genética e crônica caracterizada por coceira intensa e pele seca. A doença afeta principalmente as grandes dobras do corpo, como a parte frontal dos cotovelos, atrás dos joelhos e no pescoço. Em crianças pequenas, a área facial é frequentemente acometida.

A dermatite atópica pode estar associada a outras condições atópicas, como asma, rinite alérgica ou conjuntivite, embora essas condições não precisem ocorrer simultaneamente.

Vários fatores podem agravar a dermatite atópica, incluindo:

  • Sudorese excessiva: devido a ambientes quentes, variações de temperatura e roupas quentes.
  • Baixa umidade: que intensifica o ressecamento da pele
  • Contato com roupas de lã ou tecidos sintéticos e ásperos: que podem aumentar a coceira.
  • Banhos prolongados com água quente: que ressecam a pele.
  • Uso excessivo de sabonetes e buchas
  • Estresse: que pode intensificar a coceira

 

A relação da dermatite atópica com alimentos ainda não é completamente compreendida, mas em casos graves, especialmente em recém-nascidos, pode haver associação com alimentos como leite.

A dermatite atópica não é contagiosa.

O principal sintoma da dermatite atópica é a pele seca acompanhada de coceira constante, que pode levar a ferimentos devido ao ato de coçar. A condição geralmente apresenta períodos de melhora e recaídas, com intervalos que podem variar de semanas a anos.

Coçar a pele pode causar lesões que facilitam a infecção por bactérias, como o Staphylococcus aureus, além de vírus, como o Herpes simples, levando à erupção variceliforme de Kaposi. Infecções fúngicas também podem ocorrer.

Os sintomas e a gravidade da dermatite atópica podem variar de acordo com a fase da doença: infantil (3 meses a 2 anos), pré-puberal (2 a 12 anos) e adulta (a partir dos 12 anos). As lesões podem variar desde áreas avermelhadas e feridas até áreas espessadas na pele em estágios mais avançados.

Aproximadamente 70% das crianças com dermatite atópica na infância podem experimentar remissão na adolescência, mas alguns casos persistem na vida adulta. O surgimento na fase adulta é menos comum.

O tratamento da dermatite atópica visa controlar a coceira, reduzir a inflamação e prevenir recorrências. A base do tratamento é o uso de emolientes e hidratantes para melhorar a barreira da pele. É importante aplicar esses produtos várias vezes ao dia. Evite banhos quentes e longos, optando por água morna e sabonetes suaves que respeitem o pH da pele.

Medicamentos tópicos, como cremes ou pomadas de cortisona, são usados em casos selecionados, com cuidado para evitar efeitos colaterais. Em áreas de pele muito fina, como pálpebras e região genital, podem ser usados inibidores da calcineurina.

A fototerapia com raios UVB de banda estreita pode ser eficaz para controlar a inflamação e a coceira, mas pode não estar sempre disponível.

Casos mais graves podem necessitar de medicações orais, como corticoides ou imunossupressores, incluindo ciclosporina e metotrexato, e, em caso de infecções secundárias, antibióticos ou antivirais. Em situações complicadas, pode ser necessária a internação hospitalar.

Tratamentos recentes, como inibidores da Janus Kinase, estão disponíveis e oferecem novas perspectivas para o controle da doença.

Pacientes com dermatite atópica podem precisar de acompanhamento com diversos especialistas devido à associação com condições como asma, rinite e sinusite. Apoio psicológico pode ser necessário, pois a doença afeta a qualidade de vida e compromete aspectos como frequência à escola, trabalho e vida pessoal.

Somente um médico pode prescrever o tratamento adequado, incluindo dosagem e duração. Siga rigorosamente as orientações médicas e evite a automedicação.

A principal forma de prevenção é manter a hidratação da pele usando emolientes ou hidratantes específicos para pele seca, pelo menos duas vezes ao dia, e escolher produtos sem fragrâncias ou conservantes irritantes. O controle da coceira e o acompanhamento médico adequado são essenciais para evitar o agravamento da doença

Flacidez

Para muitas mulheres, a flacidez pode ser considerada um grande incômodo. Cientificamente, a flacidez ocorre devido à perda de tônus nas fibras elásticas e à diminuição do colágeno na pele, resultando em uma aparência mais frouxa.

A flacidez costuma afetar diversas partes do corpo, como:

  • ⁠  ⁠Braços (entre a axila e o cotovelo)
  • ⁠  ⁠Coxas
  • ⁠  ⁠Bumbum
  • ⁠  ⁠Abdômen
  • ⁠  ⁠Flancos (região lateral abaixo da cintura)
  • ⁠  ⁠Olhos (pálpebras e áreas onde surgem bolsas e olheiras)
  • ⁠  ⁠Papada (entre o queixo e o pescoço)

A perda de elasticidade da pele pode ser causada por diversos fatores, incluindo:

  • ⁠  ⁠Fatores genéticos: Algumas pessoas têm uma predisposição genética para ter a pele mais ou menos firme, transmitida de geração em geração.
  • ⁠  ⁠Sedentarismo: A falta de atividade física contribui para a flacidez, pois os exercícios mantêm a musculatura e o metabolismo ativos, promovendo tecidos mais saudáveis e firmes.
  • ⁠  ⁠Má alimentação: O consumo excessivo de gorduras e açúcares favorece a retenção de líquidos e o acúmulo de gordura, desequilibrando a estrutura da pele e expandindo suas fibras.
  • ⁠  ⁠Perda significativa de peso: Perder muitos quilos rapidamente pode deixar o organismo incapaz de acompanhar a mudança, resultando em excesso de pele e flacidez.
  • ⁠  ⁠Tabagismo e ingestão de álcool: O consumo de cigarro e bebidas alcoólicas acelera o envelhecimento e a perda natural de colágeno.
  • Exposição ao sol: A exposição desprotegida ao sol ao longo da vida danifica a composição da pele e pode causar problemas graves, como câncer ou lesões permanentes.
  • ⁠  ⁠Envelhecimento: Com o passar dos anos, mudanças internas e externas no organismo afetam naturalmente a textura da pele. No entanto, é possível prevenir e minimizar esses efeitos.

Sim, é possível evitar e tratar a flacidez! O primeiro passo é adotar um estilo de vida saudável e consultar um dermatologista regularmente para obter as orientações necessárias em cada fase da vida.

Quando a perda de elastina e colágeno já é evidente, uma ótima alternativa é buscar tratamentos estéticos com um especialista, que podem estimular a produção de colágeno e melhorar a firmeza da pele.

Investir em cuidados com a pele e adotar hábitos saudáveis são essenciais para manter a pele firme e saudável ao longo dos anos.

1.⁠ ⁠Ultrassom Microfocado

O ultrassom microfocado é um tratamento inovador que utiliza ondas de ultrassom para atingir camadas profundas da pele e a fáscia muscular, promovendo uma contração e tonificação intensas. 

2.⁠ ⁠Bioestimulador de Colágeno Injetável

Os bioestimuladores de colágeno injetáveis são substâncias aplicadas na pele para estimular a produção de colágeno. Eles são úteis para melhorar a flacidez e restaurar a firmeza da pele. Este tratamento é minimamente invasivo e pode ser personalizado para as necessidades de cada paciente.

O procedimento consiste em injetar o bioestimulador nas áreas afetadas, promovendo a produção natural de colágeno ao longo do tempo. Os resultados são progressivos, com melhora visível após alguns meses. Dependendo do produto utilizado e das necessidades do paciente, várias sessões podem ser necessárias para alcançar os melhores resultados.

Carcinoma Basocelular (CBC)

O Carcinoma Basocelular, ou CBC, é o tipo mais comum de câncer de pele. Ele se origina nas células basais, que são responsáveis pela renovação da epiderme, a camada mais superficial da pele. Embora seja considerado menos agressivo do que outros tipos de câncer de pele, como o melanoma, o CBC pode causar danos locais significativos se não for tratado adequadamente, inclusive invasão de tecidos vizinhos e deformidades.

A principal causa do CBC é a exposição prolongada à radiação ultravioleta (UV), seja através do sol ou de câmaras de bronzeamento. Além disso, outros fatores aumentam o risco de desenvolver CBC, incluindo:

  • Pele Clara: Indivíduos com pele clara, olhos azuis ou verdes, e cabelos loiros ou ruivos estão em maior risco.
  • Histórico de Exposição Solar: Exposição solar acumulada ao longo da vida, especialmente se houver histórico de queimaduras solares na infância ou adolescência.
  • Idade: Embora o CBC seja mais comum em pessoas com mais de 50 anos, pode ocorrer em qualquer idade.
  • Sistema Imunológico Enfraquecido: Pacientes com imunossupressão, como aqueles que passaram por transplantes de órgãos, têm um risco aumentado.

Os sinais de CBC podem variar, mas geralmente incluem:

  • Nódulos ou Lesões na Pele: O CBC costuma aparecer como uma pápula ou nódulo de cor perolada ou translúcida, muitas vezes com pequenos vasos sanguíneos visíveis na superfície.
  • Feridas que Não Cicatrizam: Uma ferida que sangra, forma crostas e não cicatriza deve ser avaliada, pois pode ser um CBC.
  • Placas Aveludadas ou Escamosas: Lesões elevadas e avermelhadas, com superfície escamosa ou aveludada, também são características comuns.
  • Alterações Pigmentadas: Em alguns casos, o CBC pode apresentar pigmentação escura, assemelhando-se a um nevo ou mancha.

Para diagnosticar o CBC, é realizado um exame dermatológico detalhado. A dermatoscopia é usada para avaliar a lesão com mais precisão e, se necessário, é indicado uma biópsia da área suspeita. Essa biópsia é fundamental para confirmar o diagnóstico e determinar o tipo exato de carcinoma, o que orienta o melhor tratamento.

O tratamento do CBC que recomendo depende do tamanho, da localização e das características da lesão. As opções incluem:

  • Cirurgia: A remoção cirúrgica é o tratamento mais comum, onde retiro o tumor e uma margem de pele saudável ao redor para garantir a eliminação completa do câncer.
  • Curetagem e Eletrodissecção: Para lesões menores, uso uma cureta para raspar a área e, em seguida, aplico eletrocautério para destruir qualquer célula cancerosa remanescente.
  • Crioterapia: Congelo a lesão com nitrogênio líquido, uma técnica eficaz para CBCs superficiais.
  • Terapia Fotodinâmica: Essa técnica utiliza luz para ativar um medicamento aplicado na pele, que destrói as células cancerígenas.
  • Radioterapia: Recomendo essa opção para pacientes que não podem passar por cirurgia ou para lesões em áreas de difícil acesso.

Como dermatologista, sempre ressalto a importância da prevenção. As melhores maneiras de prevenir o CBC incluem:

  • Uso diário de protetor solar com proteção UVA e UVB.
  • Evitar exposição ao sol durante as horas de maior intensidade (10h-16h).
  • Utilizar roupas de proteção solar, chapéus de abas largas e óculos escuros.
  • Evitar o uso de câmaras de bronzeamento, que aumentam significativamente o risco de câncer de pele.

Carcinoma Espinocelular (CEC)

O Carcinoma Espinocelular (CEC) é o segundo tipo mais comum de câncer de pele, originando-se nas células escamosas que compõem as camadas superiores da pele. Embora seja menos agressivo do que o melanoma, o CEC pode crescer rapidamente e tem potencial para se espalhar para outras partes do corpo se não for tratado precocemente.

A principal causa do CEC é a exposição prolongada à radiação ultravioleta (UV), seja do sol ou de fontes artificiais, como câmaras de bronzeamento. Outros fatores de risco incluem:

Pele Clara: Indivíduos com pele clara, olhos claros e cabelos loiros ou ruivos têm maior risco.
Exposição Solar Acumulada: A exposição solar ao longo da vida, especialmente em regiões de alta incidência solar, aumenta o risco.
Idade e Lesões Pré-cancerosas: O CEC é mais comum em pessoas mais velhas e em indivíduos com histórico de queratoses actínicas.
Imunossupressão: Pacientes com sistemas imunológicos enfraquecidos, como transplantados ou portadores de HIV, têm maior propensão a desenvolver CEC.

O CEC pode se manifestar de várias formas na pele, incluindo:

  • Lesões Verrucosas ou Ulceradas: Lesões endurecidas, verrucosas ou úlceras que não cicatrizam são comuns.
  • Placas Descamativas e Avermelhadas: Áreas da pele que apresentam escamação ou coloração avermelhada.
  • Nódulos Rápido-Crescentes: Nódulos que crescem rapidamente e não cicatrizam devem ser avaliados.
  • Feridas que Sangram ou Formam Crostas: Lesões que sangram com facilidade ou que formam crostas são características do CEC.

O diagnóstico do CEC envolve um exame dermatológico detalhado, incluindo dermatoscopia para uma avaliação precisa da lesão. Se necessário, uma biópsia é realizada para confirmar o diagnóstico e determinar o tipo e a profundidade da invasão do câncer, o que auxilia na definição do tratamento mais adequado.

O tratamento do CEC varia de acordo com o estágio, o tamanho e a localização da lesão. As opções incluem:

  • Cirurgia: A remoção cirúrgica é o tratamento mais comum, onde o tumor e uma margem de tecido saudável ao redor são retirados para garantir a eliminação completa.
  • Curetagem e Eletrodissecção: Uma técnica em que a lesão é raspada com uma cureta, seguida de cauterização para destruir células remanescentes.
  • Crioterapia: O tratamento envolve congelamento do tumor com nitrogênio líquido, sendo eficaz para lesões superficiais.
  • Terapia Fotodinâmica: Combina um agente fotossensibilizador com luz para destruir as células cancerígenas.
  • Radioterapia: Indicado para pacientes que não podem se submeter à cirurgia ou para lesões localizadas em áreas difíceis.

 

  • Uso de protetor solar com proteção UVA e UVB. Evitar exposição ao sol durante os horários de maior intensidade.
  • Utilizar roupas de proteção, chapéus e óculos escuros.
  • Evitar câmaras de bronzeamento, que aumentam o risco de câncer de pele.
  • Realizar autoexames regulares da pele pode ajudar a identificar lesões suspeitas precocemente.
  • Consultas dermatológicas periódicas são fundamentais para a detecção e o tratamento precoce do CEC. A dermatoscopia, utilizada em clínicas dermatológicas, é uma ferramenta valiosa para a análise detalhada das lesões e para um diagnóstico preciso.

Acrocórdons

Acrocórdons, também conhecidos como pólipos fibroepiteliais, são pequenas formações cutâneas benignas que se apresentam como protuberâncias ou nódulos pendentes na pele. Elas são geralmente da cor da pele ou ligeiramente mais escuras, com uma textura macia. Acrocórdons são comuns e costumam aparecer em áreas onde a pele se dobra ou fricciona, como pescoço, axilas, pálpebras, virilha e debaixo dos seios.

Embora a causa exata dos acrocórdons não seja totalmente compreendida, alguns fatores podem contribuir para seu desenvolvimento:

  • Fricção Cutânea: Áreas onde a pele se esfrega, como dobras e regiões de atrito, são locais comuns de surgimento.
  • Fatores Genéticos: A predisposição genética pode influenciar o aparecimento de acrocórdons.
  • Alterações Hormonais: Acrocórdons podem surgir durante a gravidez ou em pessoas com resistência à insulina.
  • Idade: São mais frequentes em adultos de meia-idade e idosos.

Acrocórdons geralmente não causam sintomas, mas em alguns casos podem:

  • Irritar ou Inflamar: Quando localizados em áreas de atrito ou por uso de joias, podem inflamar ou se tornar dolorosos.
  • Sangrar: Acrocórdons podem sangrar se forem irritados ou traumatizados, como ao raspar ou coçar.

Embora acrocórdons sejam inofensivos e geralmente não necessitem de tratamento, podem ser removidos por razões estéticas ou se causarem desconforto. As opções de tratamento incluem:

  • Excisão com Tesoura: Os acrocórdons podem ser cortados na base usando uma tesoura cirúrgica.
  • Eletrocauterização: Uso de corrente elétrica para queimar e remover a lesão.

Acrocórdons são lesões cutâneas comuns e benignas que, embora inofensivas, podem ser facilmente removidas se causarem desconforto ou se forem indesejadas esteticamente. A remoção é simples e geralmente indolor, com mínima chance de complicações.

Melanoma

Melanoma é um tipo de câncer de pele que se origina nos melanócitos, as células responsáveis pela produção de melanina, o pigmento que dá cor à pele. É o tipo mais agressivo de câncer de pele e pode se espalhar para outras partes do corpo se não for detectado e tratado precocemente.

O principal fator de risco para o melanoma é a exposição excessiva à radiação ultravioleta (UV) proveniente do sol ou de camas de bronzeamento. Outros fatores que podem contribuir para o desenvolvimento do melanoma incluem:

  • Histórico Familiar: Ter parentes próximos com melanoma pode aumentar o risco.
  • Pele Clara e Sensível: Pessoas com pele clara, olhos claros e cabelo ruivo ou loiro têm maior propensão a desenvolver melanoma.
  • Múltiplos Nevos: Ter muitos nevos ou nevos atípicos pode aumentar o risco.
  • Sistema Imunológico Enfraquecido: Indivíduos com condições que afetam o sistema imunológico têm um risco maior.

Os sinais e sintomas do melanoma podem incluir:

  • Alterações em Nevos Existentes: Mudanças em nevos existentes, como aumento do tamanho, alteração da cor, bordas irregulares ou textura áspera. Nevos que mudam de cor, tornam-se assimétricos ou desenvolvem bordas mal definidas são particularmente preocupantes.
  • Aparição de Novas Manchas ou Lesões: Formação de novas manchas escuras ou lesões na pele que não cicatrizam.
  • Coceira ou Dor: Algumas vezes, o melanoma pode causar coceira, dor ou sangramento no local afetado.
  • Mudanças na Pele: Alterações na textura da pele, como superfície irregular ou escamosa.

O diagnóstico do melanoma geralmente envolve um exame dermatológico detalhado e pode ser confirmado por uma biópsia da lesão suspeita. Testes adicionais, como ressonância magnética, tomografia computadorizada ou exames de sangue, podem ser necessários para avaliar se o câncer se espalhou.

O tratamento do melanoma depende do estágio da doença e pode incluir:

  • Cirurgia: A remoção cirúrgica do melanoma e de uma margem de tecido saudável ao redor é o tratamento principal.
  • Terapia Adjuvante: Pode incluir radioterapia ou quimioterapia para destruir células cancerosas restantes e prevenir recidivas.
  • Terapias Alvo e Imunoterapia: Usadas para tratar melanomas avançados ou metastáticos, atacando células cancerosas específicas ou estimulando o sistema imunológico a combater o câncer.

Para reduzir o risco de melanoma, adote medidas de proteção contra a radiação UV, como usar protetor solar, evitar exposição ao sol durante as horas de pico, usar roupas protetoras e realizar exames regulares da pele.

Para indivíduos com múltiplos nevos, é crucial realizar exames dermatológicos regulares com dermatoscopia, uma técnica que permite uma avaliação detalhada das lesões. O mapeamento de nevos, que envolve a documentação e monitoramento das características dos nevos ao longo do tempo, também é recomendado para detectar alterações precoces que possam indicar melanoma.

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